Quando se dispõe a participar da vida política, o cidadão esta realmente imbuído do mais puro desejo de colaborar, sendo a voz do povo nas tribunas? Ou será que, já de caso pensado, se candidata unicamente com o intuito de angariar poder e dinheiro?
Penso que o mandato político não é de propriedade do partido ou do candidato em questão, mas sim do povo que o elegeu, do eleitor que confiou uma procuração em branco na esperança de que, debatidas as prioridades na comunidade, o voto na casa legislativa fosse de acordo com as deliberações da maioria. Sendo assim o vereador, deputado ou senador, cumpriria com seu papel de representante do povo.
Não é o que se vê no Brasil. Aqui os mandatos eletivos são usados conforme a conveniência de cada político. Não quero de forma nenhuma generalizar, mas se fizermos uma análise de todas as manchetes que chegam até nosso conhecimento, veremos que a maioria absoluta de políticos com mandato, tem-se colocado sempre contra o cidadão que honra com seus compromissos, que paga corretamente seus impostos e que não se envolve em negócios escusos.
É só olhar atentamente o volume de dinheiro que foi colocado a disposição dos bancos, para socorrê-los de uma quebra que era iminente. Em contrapartida vejam a situação dos hospitais públicos, onde as pessoas que pagam corretamente o INSS (até porque não dá pra escapar), e que já vem descontado em folha, esperam meses na fila para obter uma consulta médica.
Vejam por exemplo como é rápida a tramitação de um projeto beneficiando funcionários públicos com planos de saúde particulares, sendo que o pagamento deste será feito por nós contribuintes que usamos o serviço publico de saúde. Se o cidadão que financia, pode usar os serviços oferecidos pelo SUS, porque o funcionalismo público precisa de um serviço diferente?
Não sou contra que cada um tenha seu plano de saúde, mas que pague do seu bolso, assim como pagamos. Qual a razão de bancarmos por um serviço que só esta classe privilegiada poderá usufruir?
O candidato eleito é legitimo, porém eu gostaria de poder opinar sobre o que é bom ou ruim aos cofres do município, e principalmente o que é prioridade. Quando um candidato se propuser a usar estes meios de interatividade com a comunidade será realmente um grande representante político.
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segunda-feira, 8 de março de 2010
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