sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ouvir a comunidade

Toda vez que um prefeito quiser beneficiar, comprar, alugar, investir, obrigatoriamente (a não ser que seja por decreto) precisa enviar a câmara de vereadores projeto constando suas intenções e previsão de quanto gastará com aquela empreitada.


Pois bem: ao vereador cabe analisar e dar seu aval ou negar o procedimento. Na minha humilde opinião não deveria ser somente isto. O vereador ciente das intenções do administrador, antes de votar positiva ou negativamente, teria que ouvir a voz dos cidadãos.

Teria que saber a opinião daqueles que o elegeram para lhes representar. Por exemplo: O Prefeito resolve comprar um carro novo para o executivo. Manda um pedido à Câmara de vereadores para que seja aprovada a compra. O que deveria acontecer? Nada mais justo do que aquele vereador que eleito por uma comunidade se dirigisse a ela com as justificativas do prefeito para que fosse feita a aquisição do bem. Como também com uma opinião contraditória para que fosse analisada pela comunidade. Desta forma estaria ele verdadeiramente exercendo o papel de “procurador” do seu eleitor. Porque se a maioria daqueles que se fizerem presentes ao chamamento do edil, forem simpáticos a intenção do executivo, o voto do vereador será favorável ao pedido, mas se a maior parte achar que existe outras prioridades, justificadas, então o voto será negativo.

Se deixa desta forma o poder na mão de quem realmente merece tê-lo, colocando o vereador no seu verdadeiro papel: o de representante do povo. Além do mais, os nobres edis não podem fazer projetos que incluam gastos. Por isso se tiver que aprovar uma despesa, coloque a responsabilidade na população que o elegeu, pois se acaso no futuro descobrir-se que o voto estava errado, que deveria ter sido outro, não poderão os eleitores culpá-lo, porque ele fez realmente a vontade do povo.

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